Valores pedidos pelo Fox Sports Brasil emperram negociação com operadoras

Henrique Neves

Atualizado :

Mais um dia passou sem novidades na negociação Fox Sports Brasil e operadoras e o consumidor segue sendo relegado a segundo plano nesta disputa de interesses. Afinal, está impossibilitado de acompanhar os jogos da principal competição de clubes das Américas e não vê, no noticiário, informações concretas que levem a uma solução para o problema, a curto prazo.

Uma fonte ouvida pelo Esporte e Mídia confirma a informação de que o grande empecilho da negociação é de fato os valores pedidos pelo canal da Fox às operadoras, que seriam maiores, por exemplo, aos recebidos pelo Sportv, líder de audiência esportiva na TV Fechada. Como se sabe, as operadoras pagam um valor ‘X’ para os canais por cada assinante que recebe o sinal do mesmo. Se por acaso, as empresas venham a aceitar as condições impostas pelo Fox Sports serão ‘obrigadas’ a acomodá-lo nos pacotes mais caros ou até mesmo vendê-lo em pacotes ‘a la carte’ para compensar o alto custo que teriam.

A fonte não descarta uma possível pressão da Globosat para a não inclusão do Fox Sports no line-up das principais operadoras do país, mas lembra que a Via Embratel, Oi Tv e GVT, que não têm [ou tiveram], qualquer ligação com as Organizações Globo – ao contrário de Sky e Net – ainda não disponibilizam o canal. Isso diminui a força do chamado boicote.

Da mesma forma entende que o Fox Sports errou ao disponibilizar o sinal de Fluminense x Arsenal na última terça-feira no Speed. Desta forma ele perdeu poder de barganha junto às operadoras. É tanto que voltou atrás e não mostrou mais nenhuma partida no canal de velocidade do Grupo Fox, além de insistir para que os telespectadores façam pressão junto as empresas de TV por assinatura/cabo.

Já o blogueiro do UOL, Mauricio Stycer, classificou o fato do Fox Sports pedir para o telespectador cobrar a inclusão do canal junto as operadoras, como ‘golpe baixo’. Neste contexto, ele entende que o torcedor-espectador é um consumidor com muito poucos direitos no Brasil. Aliás, Stycer classifica o torcedor-espectador como ‘refém’, justificando: “Refém, primeiro, de quem compra um determinado torneio e o exibe como e quando quiser. E é refém, depois, das emissoras concorrentes, que se desinteressam dos eventos que não podem exibir”. E ele arremata: “Diferentemente de outras mercadorias e serviços, cujos preços e qualidade são influenciados pela concorrência, o esporte exibido com ‘exclusividade’ não estimula uma emissora a melhorar sua transmissão, por exemplo”.

Enquanto isso, o Papo de Bola, por Edu César, informa que além da Nossa TV, algumas operadoras regionais já incluem o Fox Sports: TV Alphaville, de Barueri/SP; RCA, de Friburgo/RJ; Cabo Telecom, de Natal/RN; TCM, de Mossoró/RN e a TVN, de São Luís/MA.

ATUALIZAÇÃO (02h05): De acordo com o Tela Viva, o canal também está em duas operações da BVCi em São João da Boa Vista (SP) e Caratinga (MG). Além disso, fechou contrato com a TV Cidade (SIM TV) esta semana.

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