Vitor Belfort, uma das maiores lendas do MMA, reacendeu o debate sobre os salários dos lutadores no UFC. Em entrevistas recentes, o brasileiro destacou que campeões como Jon Jones e Alex Pereira (Poatan) estão sendo mal pagos em comparação a estrelas de maior visibilidade, como Conor McGregor. Suas falas foram críticas à política financeira da organização.
“Hoje virou um circo”, diz Belfort
Em tom contundente, Belfort declarou que o UFC virou um circo, com foco em entretenimento, ao invés de valorizar os verdadeiros talentos. “Hoje virou um circo, os lutadores são mal pagos e a organização está lucrando mais do que nunca.
Não faz sentido que atletas como Poatan e Jon Jones, campeões em suas categorias, não recebam o que merecem”, afirmou. A comparação com McGregor foi inevitável. Segundo Belfort, que soltou o verbo contra a política salarial do Ultimate.
“McGregor é o maior nome em termos de marketing, mas ele também é um lutador de elite. A diferença salarial entre ele e outros campeões é absurda. Jon Jones, considerado o melhor lutador de todos os tempos, não recebe o valor que deveria. E o Poatan segue sendo subvalorizado financeiramente”, disparou.

O impacto na carreira dos atletas
Além de criticar a desigualdade nos salários, Vitor Belfort destacou que isso impacta diretamente a carreira dos atletas. De acordo com ele, muitos lutadores estão mais focados no marketing pessoal e em lutas que geram audiência, ao invés de buscarem se tornar os melhores tecnicamente.
“O UFC sempre foi sobre ser o melhor do mundo. Agora, parece que o foco está em vender mais ingressos”, disse.
Belfort também destacou a injustiça sofrida por atletas que dedicam suas carreiras ao sucesso esportivo, mas não recebem remuneração adequada. Ele afirmou que, embora o UFC sempre tenha sido sobre alcançar a excelência, o foco nos últimos anos mudou para o lado comercial, o que penaliza quem prioriza a competição em vez do entretenimento.
Poatan e Jon Jones: Subvalorizados?
O caso de Alex Pereira foi citado como um dos exemplos mais claros de um campeão que não recebe a devida recompensa financeira. Apesar de seu sucesso no peso-médio e agora nos meio-pesados, o brasileiro ainda não tem os ganhos comparáveis aos atletas de maior marketing. Para Belfort, isso reflete um problema estrutural no UFC.
Por outro lado, Jon Jones, considerado por muitos como o maior lutador de MMA de todos os tempos, também é um exemplo de subvalorização. Ele comparou os salários de Jones e McGregor, evidenciando a diferença na remuneração entre atletas que são igualmente destacados em termos de habilidade.
“Jones deveria estar em uma posição de maior destaque financeiro, mas não está”, criticou Belfort.
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Mateus Taz sempre sonhou em ser jogador, mas descobriu no Jornalismo Desportivo seu grande dom. Tem 40 anos, pai de família e já correu na Maratona São Silvestre. Estudou produção cultural na Universidade Federal da Bahia e colabora em um projeto de Letramento para crianças carentes da periferia de Salvador. É fã do Bahia, mas gosta mesmo é de acompanhar os jogos das Ligas Internacionais. Erling Haaland, o Terminator, é seu ídolo.
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