John Textor questiona modelo de fair play no Brasil e alfineta rivais

Dono do Botafogo critica regras do Fair Play Financeiro e defende investimentos em ativos para o crescimento do clube.

O debate sobre o Fair Play Financeiro no futebol brasileiro ganhou novos contornos com as declarações de John Textor, dono da SAF do Botafogo. Durante a apresentação dos jogadores Vitinho e Adryelson, o empresário americano trouxe à tona a questão do controle de gastos dos clubes.

Ele criticou a visão de que o clube alvinegro estaria ultrapassando os limites do jogo limpo financeiro, argumentando que suas ações seguem estritamente as regras estabelecidas.

Investimentos estratégicos para o crescimento do Botafogo

Textor destacou que o Botafogo está operando dentro das normas, utilizando apenas 45% de sua receita para pagamento de salários, enquanto o restante é direcionado a investimentos em ativos.

Para ele, essa é uma abordagem que permite o crescimento sustentável do clube a longo prazo. “As pessoas estão incomodadas porque o Botafogo está voltando a ser relevante. Mas estamos aqui para ficar”, afirmou o empresário, defendendo seu investimento de R$ 373 milhões na temporada.

Esse posicionamento surge em um momento em que o Botafogo busca solidificar sua posição entre os grandes clubes brasileiros, apostando em um elenco competitivo e novas contratações.

Ao ser questionado sobre a legitimidade dos gastos, Textor rebateu que todas as despesas estão dentro dos parâmetros do Fair Play Financeiro, e que sua gestão é transparente e dentro do que foi acordado na aquisição de 90% da SAF do clube.

John Textor, dono do Botafogo, fala sobre fair play financeiro.

Críticas ao fair play europeu e relação com outros clubes Brasileiros

Além de defender seu próprio modelo de investimento, Textor fez críticas ao Fair Play Financeiro adotado pela UEFA no futebol europeu. Ele classificou o modelo como uma “fraude”, alegando que foi criado para manter os clubes grandes no topo e limitar o crescimento dos menores.

Para ele, permitir que clubes grandes gastem até 75% de suas receitas em salários, enquanto clubes menores enfrentam restrições, não é nada justo. “O Crystal Palace tem que competir com o Manchester United, que pode gastar muito mais. Isso não é justo”, declarou.

Textor também aproveitou para alfinetar outros clubes brasileiros, especialmente o Vasco, que, assim como o Botafogo, também é gerido por uma SAF com investimento estrangeiro. Segundo ele, o modelo de negócios do Vasco exige um gasto muito maior que o do Botafogo, o que torna incoerente a crítica ao modelo financeiro adotado pelo rival.

“Se o projeto deles estivesse no caminho certo, fariam o mesmo que nós estamos fazendo agora”, provocou Textor.

A fala de Textor ecoa uma visão mais próxima do modelo norte-americano de esportes, onde todas as equipes têm limites iguais de gastos, promovendo maior equilíbrio. Para ele, essa seria uma alternativa mais justa para o futebol global, especialmente para as ligas que buscam promover competitividade e não apenas a hegemonia de alguns clubes.

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