No cenário esportivo carioca, uma jogada de mestre acontece fora das quatro linhas. Marcos Braz, conhecido por sua atuação como vice-presidente de futebol do Flamengo, agora usa sua influência na Câmara Municipal para um objetivo ambicioso: a construção de um novo estádio para o clube do coração do Rio de Janeiro.
Movimentos no tabuleiro político
O Flamengo está trabalhando duro para tirar o projeto do estádio do papel. A aprovação de uma lei de “potencial construtivo” é a chave para que o clube possa financiar as obras do novo estádio. Braz está buscando alianças com vereadores de diferentes ideologias para conquistar o apoio necessário. Ao votar a favor do projeto para o São Januário, estádio do Vasco, ele destacou a importância da reciprocidade.
“Vou deixar clara minha posição em relação ao estádio do Vasco. É um projeto que apresenta números satisfatórios, importantes. Agora, sendo vice-presidente de futebol do Flamengo, quero dizer que espero a coerência, a correção, da mesma forma quando o projeto do Flamengo estiver aqui dentro”, afirmou.
Braz formou uma comissão especial na Câmara para focar no projeto do estádio. Como presidente da comissão, ele terá maior influência nas decisões e no processo de votação.

Negociações com a Caixa
A negociação com a Caixa Econômica Federal pelo terreno do Gasômetro tem sido um dos maiores desafios. A oferta inicial do Flamengo, de R$ 250 milhões, não foi suficiente para convencer o banco, que ainda não estabeleceu um valor satisfatório para seguir com as conversas.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apoia o projeto do estádio e está disposto a desapropriar o terreno caso a Caixa não colabore. Paes considera a região portuária, onde o estádio pode ser construído, uma área estratégica para o desenvolvimento da cidade e tem sido um aliado inesperado nessa luta.
O Potencial Construtivo
O “potencial construtivo” é um conceito urbanístico que define o quanto pode ser construído em um terreno, de acordo com a legislação da cidade. O Flamengo pretende usar o potencial da sede da Gávea para financiar a compra do terreno do Gasômetro. Essa estratégia poderia reduzir bastante os custos, já que o metro quadrado na Gávea é muito mais valorizado do que na zona portuária.
No caso do Vasco, 197 mil metros quadrados de construção autorizada não serão usados em São Januário e pode ser negociado e aplicado em outras áreas da cidade. Para o Flamengo, o potencial construtivo viria da sede na Gávea, na Zona Sul.
Ainda não há definição sobre quais regiões receberão o potencial construtivo da Gávea e o projeto do estádio aguarda aprovação para ser encaminhado à Câmara. Mas uma coisa é certa: o Flamengo está jogando suas cartas dentro e fora de campo, buscando realizar o sonho de um estádio próprio que seja não apenas uma casa para os torcedores, mas também um marco arquitetônico na cidade do Rio de Janeiro.
As expectativas
Marcos Braz continua confiante na aprovação do projeto. Com o apoio do prefeito Eduardo Paes e as negociações em andamento na Câmara, o Flamengo espera avançar com o plano de construir seu estádio próprio, que representa o lugar onde sua história continuará sendo escrita a cada partida.
O próximo passo é continuar as negociações com a Caixa Econômica e definir as áreas que poderão receber o potencial construtivo da Gávea. Se tudo correr bem, o Flamengo poderá realizar o sonho de ter um estádio próprio, beneficiando o clube e a cidade do Rio de Janeiro.
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Amanda Alvarez aprendeu com o seu pai todas as regras do futebol. Podia ser árbitra, se não tivesse escolhido o Jornalismo com ênfase em cobertura esportiva. Esteve nas Copas do Qatar e da Rússia, repercutindo o Mundial de Futebol para o público brasileiro. Torcedora do Santos, é súdita do Rei Pelé e Lucas Paquetá.
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