Ao que tudo indica, a Rede Globo não seguirá a tradição de enviar narradores para as Olimpíadas de Paris, optando por realizar as transmissões diretamente dos estúdios. Essa decisão marca uma mudança significativa na abordagem da emissora em relação à cobertura de eventos esportivos internacionais.
Sem exclusividade
O acerto do contrato de cobertura dos Jogos Olímpicos não mais se mantém em regime de exclusividade, como nas outras edições. A nova estratégia, no entanto, visa oferecer uma programação especial cinco meses antes do evento, buscando assim atrair e engajar a audiência com antecedência.
A busca por otimização de recursos e adaptação às novas demandas do mercado de mídia esportiva, aliada aos avanços tecnológicos na comunicação evidenciam esse fato.

Time de peso
Nesse contexto, surge a questão dos profissionais que serão designados para as respectivas tarefas. O canal estuda trazer novamente Galvão Bueno, que estava aposentado, para colaborar com suas clássicas narrações. Tadeu Schimidt, também afastado da editoria de esportes, deve retomar seu posto com um quadro especial.
Apesar dos grandes nomes, a decisão de realizar as transmissões diretamente dos estúdios no Rio de Janeiro é vista como uma medida de corte de gastos, levantando dúvidas sobre a situação financeira da maior emissora do Brasil e seu possível endividamento.
Nada novo sob o sol
A redução de custos na cobertura inloco não é novidade, tendo também se estendido à Copa do Mundo Feminina, realizada na Austrália e Nova Zelândia no ano passado. Essa decisão gerou revolta entre o público, que apontou um favorecimento da modalidade masculina em detrimento da feminina.
Apesar das críticas iniciais, a estratégia se mostrou eficaz, garantindo o êxito da cobertura e demonstrando que a companhia está atenta às mudanças no panorama esportivo mundial, mesmo que isso signifique a diminuição do seu prestígio.
Com a boca no trombone
Apesar da grande poupança ao evitar custos desnecessários com a manutenção de pessoal nas Olimpíadas, torna-se inevitável a má impressão gerada entre o público. É nas redes sociais onde os espectadores expressam suas opiniões e preocupações em relação às decisões da Rede Globo. Veja alguns tweets de desabafo sobre o tema:
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Henrique Neves é antropólogo por formação, mas esportista por natureza. Apaixonado por vôlei, aprendeu a jogar ainda pequeno. Escreve sobre esportes e ama praticar esportes radicais. É formado em Comunicação pela PUC-Rio. Fã de Vinicius Jr, torce pelo Flamengo.
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