Sem Crefisa, Palmeiras quer diversificar patrocínios e mira até R$ 150 milhões para 2025

Clube alviverde está em busca de novas marcas para o uniforme do próximo ano e pretende diversificar patrocinadores; empresas de Leila Pereira não devem renovar.

O Palmeiras está se preparando para uma mudança significativa em seu modelo de patrocínio a partir de 2025. A presidente Leila Pereira revelou que o clube pretende finalizar até outubro as negociações com as novas marcas que vão estampar o uniforme do time masculino. 

O clube busca arrecadar R$ 150 milhões, diversificando seus parceiros e abrindo mão do acordo exclusivo mantido há uma década com a Crefisa e a Faculdade das Américas (FAM), empresas da própria Leila.

Nova estratégia de patrocínio

O objetivo do Palmeiras é substituir o modelo atual, no qual a Crefisa e a FAM ocupam todas as propriedades do uniforme, por uma estratégia de múltiplos patrocinadores. O valor total dos atuais contratos gira em torno de R$ 81 milhões fixos, podendo chegar a R$120 milhões com bônus por desempenho. Apesar do valor robusto, não houve reajuste desde 2019, quando o acordo foi renovado pela última vez antes de Leila assumir a presidência do clube.

Com o departamento de marketing finalizando o processo de concorrência entre as marcas interessadas, os nomes das empresas estão sendo mantidos em sigilo. No entanto, o clube não descarta nenhum setor, buscando preencher todas as áreas disponíveis no uniforme para atingir a meta financeira. A ideia é explorar novas oportunidades comerciais e expandir a presença de outras marcas no futebol.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

Saída da Crefisa

Apesar de terem a preferência contratual para cobrir eventuais ofertas concorrentes, Crefisa e FAM, ao que tudo indica, não participarão da nova concorrência. Leila Pereira destacou a importância de buscar novos parceiros para o clube, sugerindo que a relação entre Palmeiras e suas empresas pode estar se encerrando. 

“Acho saudável que tenha outros parceiros. Tudo na vida tem um ciclo, e o da Crefisa pode estar se encerrando”, declarou a presidente.

Ela ainda frisou que, independentemente do patrocínio no uniforme, seu apoio ao clube continuará. 

“Pode ser que a Crefisa saia da camisa do Palmeiras, mas o Palmeiras jamais vai sair da vida da presidente da Crefisa”, completou Leila.

Dívida com a Crefisa próxima do fim

Outro ponto de destaque é a dívida do clube com a Crefisa, referente aos aportes financeiros realizados para contratações de jogadores no passado. O valor, que chegou a ultrapassar R$ 170 milhões em 2019, já foi reduzido para pouco mais de R$ 9 milhões e deve ser quitado até o final deste ano. Com isso, o Palmeiras se prepara para iniciar 2025 sem pendências financeiras com sua antiga principal patrocinadora.

Abertura para novas parcerias

O mercado das apostas esportivas, que tem investido fortemente no futebol brasileiro, também está no radar do Palmeiras. Contudo, o clube adota cautela na escolha das empresas. Recentemente, a Esportes da Sorte, que patrocina o time feminino do Palmeiras, esteve envolvida em uma operação policial, o que acendeu um alerta na diretoria. Dessa forma, o clube avalia com critério a trajetória e a confiabilidade dos interessados.

A busca por novas parcerias e a saída da Crefisa representam um momento de transição para o clube. Com o acordo de fornecimento de material esportivo renovado com a Puma até 2028, o Palmeiras demonstra que está se movimentando para fortalecer sua marca e garantir estabilidade financeira a longo prazo.

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