Os 5 melhores Brasil x Equador ao longo da história
O jogo Brasil x Equador não é dos maiores clássicos sul-americanos. A razão é que, historicamente, a seleção equatoriana nunca esteve no nível das seleções mais talentosas do continente, como o próprio Brasil, a Argentina e o Uruguai.
Porém, mesmo a seleção canarinho levando imensa vantagem dos confrontos diretos, o Equador tem melhorado seu nível e tem dado trabalho ao Brasil nos últimos anos em jogos das eliminatórias para a Copa do Mundo e na Copa América.
Em diversos encontros, essas seleções protagonizaram jogos que ficaram na memória dos torcedores por diferentes razões — seja pela supremacia brasileira, pela altitude de Quito que desafiou a Seleção Brasileira, ou pela importância das vitórias que ajudaram a moldar o caminho de ambas as equipes para a Copa do Mundo.
Este artigo destaca cinco partidas que capturam a essência deste jogo, que se não é dos mais tradicionais do ambiente sul-americano, tem crescido em competitividade de uns tempos pra cá.

1. Brasil 5 x 0 Equador (Eliminatórias de 2010)
Data: 17 de outubro de 2007.
Local: Maracanã (Rio de Janeiro, Brasil).
Este jogo, válido pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, mostrou a grande diferença técnica entre as duas seleções na época. O Brasil, com um ataque poderoso formado por Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Vagner Love, não deu chances ao Equador.
A atuação brasileira foi uma demonstração de força e habilidade, com dribles desconcertantes, passes precisos e uma posse de bola dominante. A vitória consolidou a posição do Brasil no topo das Eliminatórias.
2. Equador 1 x 0 Brasil (Eliminatórias de 2002)
Data: 28 de março de 2001.
Local: Estádio Olímpico Atahualpa (Quito, Equador).
Esta partida marcou a primeira vitória do Equador sobre o Brasil em sua história. Realizada a 2.800 metros de altitude em Quito, a Seleção Brasileira teve dificuldades para se adaptar às condições adversas e à pressão imposta pelo Equador.
O atacante Agustín Delgado marcou o gol decisivo, aproveitando uma falha defensiva do Brasil. Essa vitória foi um ponto de virada para o futebol equatoriano, dando ao time a confiança necessária para se classificar para sua primeira Copa do Mundo, em 2002.
Para o Brasil, foi um alerta que expôs fraquezas na preparação e levou a uma reflexão sobre a performance fora de casa.
3. Brasil 1 x 0 Equador (Copa América de 1995)
Data: 17 de julho de 1995
Local: Estádio Atilio Paiva Oliveira (Rivera, Uruguai).
Em um jogo equilibrado pela fase de grupos da Copa América de 1995, o Brasil encontrou dificuldades para superar a defesa equatoriana. O gol decisivo veio numa cabeçada de Ronaldão, após batida de escanteio.
A vitória apertada foi importante para o Brasil na campanha que levou o Brasil à grande final da Copa América, que acabou vencida pelo anfitrião 1995.
4. Brasil 2 x 0 Equador (Eliminatórias de 2022)
Data: 5 de junho de 2021
Local: Beira-Rio, Porto Alegre, Brasil
Este jogo representou a força da Seleção Brasileira sob o comando de Tite. Após um primeiro tempo sem gols, o Brasil abriu o placar com Richarlison. E depois Neymar ampliou a vantagem brasileira já nos acréscimos, em excelente cobrança de pênalti.
A partida foi um reflexo da filosofia de Tite, que enfatizou a solidez defensiva e a fluidez ofensiva.
5. Equador 0 x 6 Brasil (Amistoso – 1981)
Data: 14 de fevereiro de 1981
Local: Olímpico Atahualpa (Guayaquil, Equador).
Este amistoso em Guayaquil é lembrado pela atuação dominante do Brasil, então com uma geração de ouro, que foi a de 1980, treinada por Telê Santana.
O Brasil, liderado por craques como Zico, Sócrates e Reinaldo, não teve dificuldades em impor seu jogo ofensivo. A goleada por 6 a 0 mostrou o abismo técnico que existia entre as duas seleções na época.
A partida foi um espetáculo de talento, com o Brasil mostrando todo o seu potencial criativo e poder de finalização. No ano seguinte, durante a Copa da Espanha de 1982, a Seleção Brasileira iria encantar o mundo com seu estilo de jogo, porém seria eliminada da Copa pela Espanha, em jogo que ficou conhecido como “A tragédia de Sarriá”.
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Amanda Alvarez aprendeu com o seu pai todas as regras do futebol. Podia ser árbitra, se não tivesse escolhido o Jornalismo com ênfase em cobertura esportiva. Esteve nas Copas do Qatar e da Rússia, repercutindo o Mundial de Futebol para o público brasileiro. Torcedora do Santos, é súdita do Rei Pelé e Lucas Paquetá.
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